Mãos na terra

Os alunos do 2º e 3º anos passaram o semestre literalmente com as mãos na terra e, com certeza, o empenho valeu muito a pena. “Eles saíram das salas de aula para vivenciar os espaços verdes da escola na prática”, explica a consultora de sustentabilidade Aline Fanti, da Reconectta, empresa responsável pela implantação do projeto na See-Saw. “Com nossa ajuda e dos professores, as crianças transformaram um pequeno jardim ornamental em uma horta repleta de ervas, temperos, hortaliças e plantas medicinais.” Os frutos da colheita, como a couve e o manjericão, foram enviados para a cozinha, utilizados nas aulas de culinária e o excedente doado para os professores e funcionários.

“A partir da experiência de cuidar e manter a horta, elas passam a descobrir novos sabores e, consequentemente, a se alimentar melhor”, conclui Aline.  Sem falar do aprendizado de novos conceitos na prática, de um jeito diferente e divertido. Um deles foi a descoberta das plantas comestíveis não convencionais (PANC) como o Peixinho, o Pincel de estudante e a Flor do Guarujá. “Apesar de pouco conhecidas, elas representam um mundo de sabores, propriedades nutricionais e texturas a ser explorado.”, conta Aline. Os frutos dessa bela experiência podem ser vistos nos projetos de conclusão de semestre. Entre eles a exposição  Olhares da natureza, com fotos dos próprios alunos,  o fichário Saberes da horta, com receitas e desenhos explicativos das plantas.

Kayaking

Tempo firme e muito calor. Hoje foi provavelmente, o dia mais quente em Whistler nesta temporada, passando dos 32° C. Para vocês terem uma ideia, o verão normalmente aqui, equivale ao nosso outono em São Paulo. A dois anos atrás, por exemplo, eu não usei bermuda nenhum dia e muitos casacos ainda estão na mala.

Voltamos ao Lost Lake Beach para atividades outdoor, que se preocupam também com a integração dos acampantes que chegaram. Alguns deles entraram no residence já bem tarde da noite.

Eles tiveram então a chance de se refrescar com algumas brincadeiras, como por exemplo, jogar água uns nos outros. Tiveram também os que nadaram até um píer, que fica a uns 50 metros da areia.

Agora é uma época de reprodução dos sapos, neste lago. É possível enxergar uma mancha preta na água, mas a placa diz que não se deve tocar neles. Dos milhares destes girinos (são bem grandes) que vão lutar para chegar a vida adulta, bem poucos conseguirão.

Enquanto aguardávamos o onibus para voltar, o João resolveu se exercitar. Dá pra ver ele em uma sequência de fotos, fazendo headstand, ao lado do Pedro.

No almoço, aqui já de volta ao base 2, os alunos adoraram o macaronni & cheese e salada.

Fomos então ao Rainbow Park. Assim como no dia interior, muitas famílias e amigos aproveitando o calorão. As férias de verão daqui estão mais para Brasil do que para Canadá. E o dia com atividades aquáticas veio muito bem a calhar.

A Paola foi a primeira a andar de caiaque. Enquanto esperavam pela vez, um grupo formado por: Dudis, Sarti, Nabhan e Luiz Otavio, ficou na grama conversando. Os demais foram pra água nadar. Liderados por: Danilo, Pedro, João e Ique, logo as brincadeiras começaram. Pular de bomba, nadar até o outro píer, mergulhos, etc. Quando chegou o grupo de 10 meninas que estavam no caiaque com a Paola, aí a festa ficou completa até eu e os councelers brincamos de fazer cannonball.

Estava tão gostoso, que passamos bastante do tempo estabelecido para voltarmos ao residence. Com todos brincando e gastando muita energia, ônibus veio num silêncio… com muitos querendo dar uma cochilada. Fomos jantar e visitar o North Village depois. Amanhã tem mais!

Sunday

Os alunos que quiseram assistir a final da Copa do mundo de futebol, acordaram bem cedo e foram tomar café. As 8 horas estávamos em frente aquela televisão pequena de tubo, típica dos anos 90 da casa da vó.

Mas a torcida, para a Croácia não deu resultado. Coisas do futebol. Enquanto os brasileiros apoiavam a seleção quadriculada, o Bugallo torcia pelos bleus. Estamos convivendo com 5 franceses aqui. Eles preferiram assistir em um quarto ao lado, mas receberam os nossos cumprimentos ao final do jogo.
O dia foi ensolarado e muito quente em Whistler. Passou dos 31° C, o que é quase um milagre por aqui. As pessoas ficam bem alegres, e você vê muitas famílias passeando, andando de bicicleta.

Fomos até o Lost Lake, por volta das 11 horas. Descemos dos dormitórios até o ponto de ônibus da Village. Uma caminhada de 5-7 minutos em descida. De lá fomos de ônibus até o lago. Estava muito quente e água e sombra, eram os lugares mais convidativos. Aqui é a praia deles e eles usam como uma mesmo.

Tem um vídeo que postarei aqui para vocês terem uma ideia. A maioria deles porém, fica na grama tomando sol. Este lugar é bem bonito e a água estava fria, bem diferente das congelantes dos outros dias.

Após comermos pizza lá mesmo, fomos caminhando até a Village. Foram 1,3 km realizados em uns 15 minutos. Lá o pessoal teve então 1 hora e 15 minutos para fazer o que quisessem. Alguns foram comprar, outros passear e outros pegar o Wi-Fi do Starbucks.Todos voltaram animados depois das compras.

Lembram que outro dia, 4 mexicanos chegaram atrasados e tiveram que desmontar a barraca de todos. Eu disse na postagem que aquilo era aprendizado para todos. Pois hoje, todos os acampantes, estavam lá pelo menos 5 minutos antes do horário.

Como domingo é o dia em que chegam novos acampantes, as atividades depois do jantar foram para conhecerem uns aos outros. Quatro grupos formados aleatoriamente e todos participaram das quatro

Disco

Sábado é um dia diferente no acampamento. Os nossos alunos preparam, durante o período da manhã, a balada que acontecerá a noite. Eles são divididos por tarefas e tem que pensar na decoração, nas músicas, etc… e conversam para que tudo aconteça da melhor forma. Produziram então a decoração e uma playlist das músicas que foram executadas a noite. No almoço foram servidos tacos mexicanos e salada.

Depois do almoço o grupo foi conhecer o Loggers Lake. Este lugar tem uma água um pouco mais quente do que o normal por aqui, pois o lago existe, incrivelmente, por causa de um vulcão extinto. Loggers Lake é uma maravilha geológica.

Eu acompanhei dois alunos ao centro médico e eles estão bem, graças a Deus! Mas não consegui as fotos da visita. Assim que conseguir postarei aqui, ok?

Eles voltaram as 6:30 e foram direto para o jantar. Tiveram um pouco mais de 40 minutos para se arrumarem para a Disco. Normalmente, a festa começa bem animada. Como as escolhas das músicas são deles, a variedade é garantida.

As nossas meninas animadas como sempre. Já os nossos meninos…. bom o importante é ser feliz, não é mesmo? Ah não o João é bem animado com música.

O diretor do acampamento disse que os brasileiros pedem ” Ai seu te pego” do Michel Teló e perguntou se eles dançariam. E no grupo que dançou estavam: Tom (diretor), Paola, Dantas, Danilo, Renato, João, Keita (counceler da Nova Zelândia), Betina, Fabiana e Nicolas Nabhan. Depois chegou Gustavo também. Por ser uma música que fez sucesso no mundo todo, vários começaram a dançar.

O vídeo fico muito escuro por causa da Balada, mas da para reconhecer a silhueta deles.

Ao final desta música a Disco ficou mais emocional, por que é um dia dar tchau para os que voltarão para suas casas. Voces podem conferir a confraternização, na roda enorme que se formou. Mas no domingo, novos acampantes chegarão, nesta que será o inicio da nossa terceira semana em Whistler.

Peak 2 Peak

Hoje dia 13 é aniversário do João Guilherme. Assim como o Pedro no dia 10, ele também ganhou parabéns e “happy birthday“. Além disso, ganhou presente dos amigos, um bolo e cupcake do Renato. Bom, fizeram uma “festa” para ele. Muitas felicidades, João.

Logo depois do café, fomos a Whistler Village, para pegar o teleférico ou bondinho (que aqui chama-se gondola). A montanha é tão alta que a viagem demora uns 20 minutos para subir. Fui com Sarti, Otávio, e Dudis. Este último, o único que estava super confortável no lift. Fomos preparados com blusa pesada afinal, lá é muito alto e para minha surpresa, estava muito quente. Bermuda e camiseta era o suficiente. Por conta deste calor, vimos pouca neve, comparando com o outro grupo que eu acompanhei há dois anos atrás.

Por outro lado, eles puderam experimentar uma nova atração, que é uma ponte suspensa. Ela é furadinha em baixo e claro que eu com medo, só olhei pra frente! Ela tem corrimãos dos dois lados e eu fiz questão de segurar bem apertado dos dois lados. Já Danilo e Pedro pisavam com os pés afastados, justamente para balançar mais. Meu Deus!

Na foto, com todos os acampantes, vocês podem ver a cidade minúscula lá embaixo.

Fiz um vídeo girando 360°, para se ter a certeza de quão alto era e também de quão linda é a vista.

Ao sairmos da ponte, tiramos uma foto no novo Inukshuk, que significa, amizade. Esta era uma forma dos antigos aborígenes do Canadá fazerem esculturas humanas com pedras sobrepostas. Virou um símbolo deste país, usado inclusive nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2010, sediado em Vancouver.

Até a inauguração da ponte, 3 semanas atrás, todos tinham que caminhar por 20 a 25 minutos para tirar uma foto, no agora antigo Inukshuk.

Fizemos então a travessia pela gôndola para a montanha Blackcomb. É hiper seguro mas ao passar pelo vale formado pelas duas montanhas, a altura é de 436 metros do solo.

Quando voltamos para o Whistler Village, já passava das 15:00. Eles puderam então passear pela vila e gastar um pouco mais do vosso dinheiro. Mas como faz bem isso! Ninguém pediu para ficar no acampamento! Rsrsrs

Quatro meninos mexicanos se atrasaram muito e por isso ganharam a função de desmontar todas as barracas do camping, que estavam tomando sol. Aprendizado para todo mundo!

Agora a noite, eles fizeram uma atividade chamada aqui de Carnival. Lembra mais a festa junina nossa. Eles ganharam 3 tickets cada e tinham que tentar ganhar mais. Se perdessem e am obrigados a fazer alguma tarefa como: contar uma piada, dançar e os councelers então, entregavam mais um. O interessante desta atividade foi a integração com outros grupos que só fazem aulas de inglês.

Luiz Otávio teve também uma banca só dele por causa da sua habilidade com as cartas.

No final o grupo vencedor, pôde escolher um counceler para literalmente dar um banho. E como aniversariante, João tambem pôde escolher outro. Ele escolheu o Michael, que é belga, e a dois anos atrás era acampante, justamente como nossos alunos são hoje.

Voltando pra Whistler

Nosso dia começou antes das 6. Acordar, guardar tudo na mochila, slepping bag, desmontar a barraca, recolher todo o lixo produzido e ir pro cafe-da-manhã. Alguns jamais sentirão saudades do mingau de aveia, sem gosto de nada.

O grupo que estava no Garibaldi Lake, chegou para o café-da-manhã as 7 horas. Foram 45 minutos de caminhada antes do café . Após a refeição, enchemos as garrafas de água e começamos a volta. Sete km ate o estacionamento onde o oni us nos pegaria.

No dia anterior, pela mesma trilha, levamos 5 horas para atingir o Taylor Meadow Park. Lembram que o João parou umas sessenta vezes e que nós dávamos muitas risadas com o “sofrimento” dele? Pois advinha quem foi o primeiro a descer em 1h50 min? Pois é, ele mesmo! Parabéns João. Acho que ele desceu tão rápido, porque que nunca mais vai querer acampar na vida. E ele estava no grupo que veio do Garibaldi Lake, ou seja andou 9 km só hoje de manhã!

Gustavo e Eduardo fizeram no mesmo tempo de 1:50 minutos.

Fabi precisou de algumas paradas na subida e só três na descida. O Danilo ficou ao lado dela o tempo todo na descida.

Voltando para Whistler, eles almoçaram e arrumaram as barracas para secar. Depois disso tiveram a tarde livre para refazerem suas energias, afinal de contas, não foram dias dos mais fáceis. Poucas famílias no Brasil, tem essas oportunidades e disposição para acampar. Aqui é parte da cultura local. Você vai encontrar de crianças de 2 anos fazendo trilha, até senhoras e senhores pra lá dos 70, acampando. Muitas famílias e amigos.

Os que ficaram em Tamwood Camp estão bem de saúde e ontem foram para Vancouver.

Amanhã subiremos de teleférico a montanha Blackcomb e eles verão grande quantidade de neve.