Estresse de pai para filho

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Como estão seus níveis de estresse nos últimos tempos? Se andam elevados, atenção. De acordo com a pesquisa Stress in America, da American Psychological Association (APA), seus filhos também podem estar impactados por isso. Ou seja, eles não apenas estão conscientes do esgotamento físico e mental familiar, como também podem ter seus níveis de estresse alterados.

O estudo ainda descobriu que os pais normalmente subestimam o impacto que a tensão excessiva exerce sobre as crianças da família, principalmente quando estão preocupados com o emprego ou com a situação financeira doméstica.

Entre os sintomas desse quadro nos filhos estão mais horas na frente da TV e uma maior ingestão de alimentos não saudáveis, o que contribui para o aumento da obesidade infantil.

Dado o fato de que os pais têm preocupações reais e que eles não podem fazê-las desaparecer num passe de mágica, o que pode ser feito para ajudar as crianças nessa situação?

  • Evite fazer comentários negativos na frente dos seus filhos. Se não for possível, tente substituir esses comentários por sugestões de ação, como “precisamos descobrir um plano para lidar com nossas contas.”
  • Nos momentos de maior tensão, evite falar no assunto na frente deles. Sugira que façam alguma atividade física ou mesmo ajude em uma tarefa doméstica.
  • Ensine as crianças a serem focadas em soluções, em vez de paralisadas por preocupações. Pergunte a elas sobre seus próprios níveis de estresse e ajude-as a tentar lidar com a situação de um jeito mais leve.
  • Para aliviar a situação, assista uma comédia em família, sugira uma competição de mímica ou faça uma nova receita para o jantar.

 

 

 

 

Mãos na terra

Os alunos do 2º e 3º anos passaram o semestre literalmente com as mãos na terra e, com certeza, o empenho valeu muito a pena. “Eles saíram das salas de aula para vivenciar os espaços verdes da escola na prática”, explica a consultora de sustentabilidade Aline Fanti, da Reconectta, empresa responsável pela implantação do projeto na See-Saw. “Com nossa ajuda e dos professores, as crianças transformaram um pequeno jardim ornamental em uma horta repleta de ervas, temperos, hortaliças e plantas medicinais.” Os frutos da colheita, como a couve e o manjericão, foram enviados para a cozinha, utilizados nas aulas de culinária e o excedente doado para os professores e funcionários.

“A partir da experiência de cuidar e manter a horta, elas passam a descobrir novos sabores e, consequentemente, a se alimentar melhor”, conclui Aline.  Sem falar do aprendizado de novos conceitos na prática, de um jeito diferente e divertido. Um deles foi a descoberta das plantas comestíveis não convencionais (PANC) como o Peixinho, o Pincel de estudante e a Flor do Guarujá. “Apesar de pouco conhecidas, elas representam um mundo de sabores, propriedades nutricionais e texturas a ser explorado.”, conta Aline. Os frutos dessa bela experiência podem ser vistos nos projetos de conclusão de semestre. Entre eles a exposição  Olhares da natureza, com fotos dos próprios alunos,  o fichário Saberes da horta, com receitas e desenhos explicativos das plantas.

Programação na ponta dos dedos

Durante o primeiro semestre, nove alunos, do 4º e 6º anos, se debruçaram sobre a plataforma Scratch para aprender as primeiras noções de programação. “Com ela, é possível criar histórias animadas, jogos e outros programas interativos”, explica Felipe Paiva, da Let’s Code Academy, de São Paulo, responsável pela implantação do curso game & coding na escola. “Os alunos gostaram tanto da dinâmica que criaram em casa games e animações por conta própria.”

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Para colocar em prática o que aprenderam em sala de aula, as crianças foram divididas em duplas e desenvolveram suas próprias criações, que depois foram apresentadas para  mães e pais orgulhosos. O currículo de quatro anos promete muitas novidades pela frente. E, vem aí a nova turma para alunos do 8º ano. Não perca!

Sing a song

Uma atividade extracurricular tem movimentado os alunos do 4° ao 6° ano: o Singing Club.  Muito divertidos, os encontros desenvolvem habilidades musicais, sociais e culturais por meio da voz e do canto em grupo. “Isso é conseguido por meio do aprofundamento de técnicas e exercícios vocais específicos para a voz infantil bem como pelo contato com repertório de culturas e estilos variados”, explica a musicista Daisy Fragoso, responsável pela atividade. “Por conta do fazer musical coletivo, eles ainda aprendem a cantar em vozes e desenvolvem habilidades de escuta”.

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Hoje, o grupo, que reúne 16 alunos, se encontra duas vezes por semana. Atualmente, eles estão se dedicando a um repertório variado, tanto em inglês quanto em português, que inclui as canções Sweet child o’mine (Guns n’roses), A thousands years (Christina Perri), uma marchinha de carnaval, uma canção de ninar portuguesa e uma canção criada pela própria Daisy.

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O trabalho já tem rendido belos frutos. Fundado em abril de 2017, o coro, conhecido como See-Saw Panamby Children’s Choir, foi selecionado para participar do mais importante encontro de corais infantis do Brasil, o Gran Finale Festival. O concerto reuniu, no final do ano passado, os melhores corais infantis do país no Teatro Bradesco, em São Paulo, sob regência da maestrina Ruth Dwyer, da Butler University.  Para 2018, já está agendado um evento que acontecerá na cidade de São Francisco Xavier, no interior da capital. “E, para 2019, já temos uma apresentação agendada no famoso Carnegie Hall, em Nova York”, comemora a musicista. “Marcado para março, os coros selecionados serão conduzidos pelo maestro especialista em voz infantil Henry Leck, também da Butler University.”